sexta-feira, 13 de agosto de 2010


Acabou mais uma Colónia de Férias "A Aventura Começa Aqui!" da Associação Juvenil 31 de Janeiro.
Depois de quase um mês de divertidas actividades chegou o merecido descanso tanto para animandos como para os animadores voluntários que com eles estiveram ao longo destes dias.
Só alguns dos nossos internos é que tiveram a oportunidade de ir à Colónia, os restantes preferiram ir para as suas respectivas casas para poderem aproveitar o tempo junto dos seus familiares.
Agora no mês de Agosto aqueles que aqui ficam vão com o Projecto Escolhas - Programa Incentivar, passeios pela cidade, piscinas e rio... A melhor forma de passar o tempo é manter os nossos meninos entretidos.
Coisas boas...
Mas também há algumas más...
A nossa justiça vai de mal a pior... Custa ver a maneira como isto anda... Justiça Portuguesa... Muito se fala nisto, mas na prática... Zero.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Férias de Verão 2009/2010

Pois é... Chegou o tão esperado momento dos nossos meninos: As FÉRIAS DE VERÃO!!!
Por um lado estava ansiosa que chegassem, para alguns dos nossos internos poderem ir para casa, para aquele sitio que por muito degradado e problemático seja, é o sítio onde eles gostam de estar.
A grande maioria foi para casa, mas ficaram alguns, aqueles que não têm retaguarda familiar...
No inicio do mês de Julho vai começar a nossa Colónia de Férias! (Momento também muito esperado por eles)
Vai ser muito cansativo para nós Técnicos do Plano DOM, pois em vez de 8 horas diárias com eles vão ser mais! Mas sinceramente, só aquele sorriso na cara deles, dá-me mais forças, renova-me.


A Educação Social é uma área muito abrangente, e eu quando acabei a licenciatura não sabia muito bem em que faixa etária é que queria intervir... Por um lado estava a população sénior, que foi o público-alvo do meu estágio curricular e com quem adorei conviver e aprender, e também dizem que como a população portuguesa está a envelhecer que os seniores são o melhor público com quem trabalhar...


(Fotografia tirada no último dia de estágio)


Mas depois veio o estágio profissional! E estas crianças além dos problemas diários que arranjam... Um pequeno sorriso da parte delas muda tudo... Parece que aquele dia que estava cinzento com o aparecimento daquele "problema" depois de ver aquele sorriso ficou mais iluminado! =)
É muito gratificante.


(Entrada do Centro Social e Paroquial de São João Bosco)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ser Educador Social é...

“A educação não cria o homem, ajuda-o a criar-se” (Debesse, 1999 citado em Mendes, 2007).


Educação Social:

Educação Social é um campo multidisciplinar de acompanhamento (e intervenção) com as mais diversas faixas etárias (crianças, jovens, adultos, seniores) e nos mais diferentes contextos sociais, culturais, educativos e económicos. Esta polivalência interventiva favorece a profissão ao nível da empregabilidade, embora dificulte ligeiramente a construção de um conceito profissional facilmente delimitável. O Educador Social é um agente de mudança, pretende que os utentes vivam e saibam viver em cidadania, implicando-as na construção do seu próprio futuro, assim como procurar assegurar o equilíbrio entre o individual e o social. Tendo como objectivo a promoção do desenvolvimento pessoal e amadurecimento social em toda a população, não pode de forma alguma colocar de lado das suas intervenções, a formação cívica e moral, ou seja a educação para os valores. O seu objectivo passa por desenvolver a maturidade social; promover as relações humanas e preparar o indivíduo para a convivência na comunidade. O Educador Social terá de ser, sempre, um mediador entre o indivíduo, a família, as instituições e a sociedade ..em geral. O.. seu perfil estruturado pelos saberes ser, estar e fazer, confere-lhe um conjunto de competências que o tornam capaz de agir técnica e pedagogicamente pela sensibilidade social e ética. Subjacente aos seus modelos de intervenção está a cultura pedagógica destes profissionais que, com arte, criatividade, oportunidade, entusiasmo, responsabilidade e dinamismo são capazes de, sabendo interpretar a realidade social, proporcionar caminhos de realização, integração e desenvolvimento pessoal.

(Retirado de: http://www.facebook.com/notes/educadores-sociais/ser-educador-social-e/450635193293)

domingo, 13 de junho de 2010

Centro Social e Paroquial de São João Bosco

Nos dias 4, 5 e 6 de Junho, foi a festa da nossa Paróquia!

E que bom que foi ver a alegria estampada na cara das nossas crianças!
O sentimento de liberdade deles era tão forte que eu conseguia sentir!
As nossas crianças e jovens estão tão habituadas à rotina horária que lhes é "imposta" que estes três dias de festa para eles foi como que um estravazar de sentimentos, emoções e liberdades.
Ouve musica a grande parte da noite!
E quando eles nos perguntavam: "Ensina-me a dançar?", "Danço bem? É que eu queria convidar uma rapariga para dançar e não quero que ela pense que eu danço mal..."! Quando ouvi estas palavras foi um misto de sentimentos! Senti que aquelas crianças confiam em mim, senti que elas se sentem seguras ao ouvir as minhas palavras... E quanto mais penso nisto mais força de vontade tenho de as ajudar, de as fazer felizes, de lhes ver aquele sorriso na cara que me derrete...
Se que isto vai acabar, é só um ano... 12 meses... e 6 já passaram.
Por muito que me custe pensar no fim, tenho de pensar primeiro que ainda tenho mais 6 meses pela frente para poder estar com eles.
E se sempre convivi com o Centro Social, agora que me foi dada esta oportunidade de inicio de vida profissional, nunca mais o vou largar!
Posso fazer parte dos ADS... MJS... Salesianos Cooperadores... Tanto faz...

Mas de uma coisa tenho a certeza:
Voçês já fazem parte da minha família, porque é ela que me ajuda e ensina a crescer, e voçês ensinam-me todos os dias!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Deveres e Direitos do Educador Social.

Deveres e Direitos do Educador Social


Ponto 1- Em relação a si mesmo e à profissão

1. O Educador Social deve reger o seu trabalho pelo critério da eficiência e competência profissional, tomando como referência as técnicas e metodologias reconhecidas pela prática social e interventiva e pela ética profissional.

2. O Educador Social tem o direito e o dever ao seu desenvolvimento profissional, através de actividades de formação permanente, sendo também promotor da sua auto-formação e actualização científica e metodológica tal como agente activo na inovação e investigação sócio-educativa.

3. O Educador Social deve assumir responsabilidade profissional nas matérias para as quais esteja capacitado pessoal e tecnicamente e com as quais se compromete.

4. O Educador Social deve desenvolver uma atitude de análise crítica e reflexiva permanente em relação a si próprio e ao seu desempenho profissional.

5. O Educador Social não deve praticar e tem o dever de denunciar às entidades competentes qualquer exercício sócio-educativo anti-ético, prejudicial ou com efeitos nocivos quer para o utente, para as instituições ou para a sociedade, praticados por Educadores Sociais ou por outros profissionais.

6. O Educador Social deve contribuir através da sua acção profissional para a dignificação social da sua profissão.

7. O Educador Social deve defender e fazer respeitar os direitos e deveres inerentes à sua profissão, tal como os constantes neste código.

8. O Educador Social deve ter para com os seus colegas respeito, consideração e solidariedade que fortaleçam o bom conceito da categoria.

9. O Educador Social deve esforçar-se para desenvolver em si qualidades pessoais que optimizem o seu desempenho profissional, tais como a paciência, a tolerância, o auto controle, a empatia, o altruísmo, o equilíbrio.

10. O Educador Social deve associar-se e prestigiar as associações e órgãos representativos da profissão, contribuindo para a harmonia e coesão profissional e para o desenvolvimento da profissão, enriquecendo-a através da investigação e da partilha de resultados.

11. O Educador Social deve programar e planificar as suas intervenções sócio-educativas não as deixando ao acaso e à aleatoriedade, recolhendo o maior número possível de informação que fundamente a sua intervenção.

12. Deve-se considerar Educador Social o profissional que detém uma formação adequada, de acordo com os diversos graus formativos previstos e ministrados e a devida comprovação pelas entidades competentes.

13. O Educador Social deve gozar de privacidade na sua vida particular, devendo no entanto ser coerente com a sua postura profissional durante o seu relacionamento informal, considerando a pedagogia do exemplo.

14. O Educador Social tem direito ao exercício autónomo e reconhecido da sua profissão nas instituições públicas e privadas.

Ponto 2- Em relação aos utentes

1. É dever do Educador Social informar, esclarecer e promover a participação dos utentes nos diversos momentos do processo pedagógico.

2. O Educador Social deve procurar desenvolver nos utentes competências que lhes permitam uma positiva integração social no contexto em que vivem. Deve procurar o desenvolvimento integral do pessoal sustentado em atitudes de respeito, criatividade, iniciativa, reflexão, coerência, sensibilidade, autonomia, fomentando a confiança e auto-estima.

3. Durante a relação educativa o Educador Social não deve manter um relacionamento com o utente que condicione nocivamente a boa prestação do seu desempenho profissional.

4. O Educador Social deve consciencializar o utente do problema que ele atravessa e esclarecer os objectivos e a amplitude da sua actuação profissional.

5. O Educador Social deve desenvolver com os utentes uma relação educativa ideologicamente desinteressada que promova o auto conhecimento cultural e o reconhecimento da multiculturalidade.

6. O Educador Social deve guardar o sigilo profissional, não utilizando indevidamente as informações que dispõe sobre os utentes e as famílias, só podendo ser transmitidas em situação de trabalho multidisciplinar, quando daí advenha benefício para a acção sócio-educativa.

7. O Educador Social não deve usar metodologias que afectem a dignidade dos utentes, respeitando a sua integridade.

8. O Educador Social deve ser cauteloso mas objectivamente crítico nas afirmações que profere e nos juízos que efectua sobre questões que possam dar azo a generalizações e a estigmatizações.

9. O Educador Social não deve na sua prática profissional criar expectativas no utente que não sejam possíveis de concretizar.

10. O Educador Social deve respeitar os direitos educativos das famílias com relação aos utentes numa postura de cooperação entre a família e a equipa sócio-educativa, entendendo a família como agente de socialização essencial ao utente.

11. O Educador Social deve ser conhecedor do contexto familiar da sua intervenção, desenvolvendo o contacto directo e contínuo de forma coordenada com a família.

12. O Educador Social tem o direito ao respeito por parte dos utentes e das famílias.

Ponto 3- Com relação às instituições

1. O Educador Social deve respeitar de forma plena os compromissos assumidos com os contratadores, assim como, cumprir as normas institucionais vigentes.

2. O Educador Social deve salvaguardar a autonomia de critérios e procedimentos essenciais ao desempenho da sua função profissional, podendo recusar tarefas que comprometam a sua integridade profissional.

3. O Educador Social não deverá aceitar substituir profissionalmente um colega que tenha sido exonerado por defender os princípios e normas deste código no exercício da profissão.

4. O Educador Social deverá ver garantida a confidencialidade dos documentos e arquivos do seu uso profissional, assim como a inviolabilidade do local de trabalho.

5. O Educador Social tem direito a um contrato de trabalho e remuneração adequados às funções que desempenha, assim como de usufruir de condições e recursos adequados à sua prática profissional e de ser correctamente informado das tarefas que deverá desempenhar.

6. O Educador Social deve assumir a identificação com os objectivos e com o projecto institucional, desde que não contrariem os seus princípios deontológicos.

7. O Educador Social deverá ser promotor de princípios de parceria e intersectorialidade entre instituições, quando essa estratégia for ao encontro dos objectivos da prestação profissional.

8. O Educador Social tem direito a despender de algumas horas do seu horário de trabalho para actualização das suas competências profissionais através de experiências formativas.

Ponto 4- Com relação aos outros profissionais

1. O Educador Social deverá manter em relação as outras profissionais, princípios de cooperação interdisciplinar, sem desrespeito pela autonomia e pelas competências específicas de cada profissional.

2. O Educador Social não deve tecer comentários pejorativos e desvalorizadores em relação ao trabalho desenvolvido por outros profissionais. A sua crítica deve ser construtiva e dirigida ao profissional, assumindo o educador plena responsabilidade por ela.

3. O Educador Social não deverá compactuar com o exercício ilegal da profissão, correspondendo-lhe o direito de denunciar actos ilícitos, usurpadores ou faltas éticas dos outros profissionais.

4. É dever do Educador Social fornecer à equipa ou seu substituto, toda a informação necessária à prossecução e continuidade positiva do trabalho sócio-educativo.

5. O Educador Social não deve prejudicar deliberadamente o trabalho e a reputação de outro profissional, nem imiscuir-se na prestação e no relacionamento profissional dos outros profissionais.

6. No seu desempenho profissional o Educador Social deve atribuir prioridade ao profissionalismo em detrimento da afectividade no relacionamento com os elementos da equipa de trabalho.

7. O Educador Social deve assumir como suas aquando da implementação, as decisões apuradas em equipa de trabalho, mesmo quando haja manifestado a sua discordância no momento da decisão.

8. O Educador Social deve elaborar e planificar em parceria com os outros profissionais da equipa sócio-educativa um projecto educativo que oriente a sua intervenção.

9. O Educador Social tem direito ao apoio, à informação sobre o trabalho, à participação como elemento de voz activa e a ser consultado e informado das decisões, em contexto de trabalho de equipa.

Ponto 5- Com relação à sociedade em geral

1. O Educador Social deve caracterizar a sua relação pelo critério da igualdade, sem aceitar ou permitir discriminações em função do sexo, idade, raça, ideologia, credo, origem social e cultural, condições sócio-económicas, nível intelectual, promovendo o respeito pela muiticulturalidade e pela diferença.

2. O Educador Social deve manter uma postura isenta, valorizando equitativamente e procurando um relacionamento equilibrado com os diversos actores sociais, individuais ou colectivos, com os quais se cruza na sua prestação profissional.

3. O Educador Social deve ser sensível à sua participação activa nos programas de socorro à população vitimada sem requerer remuneração ou outra compensação, nas situações de calamidade pública.

4. O Educador Social deve participar e contribuir activamente para a dinamização do movimento sócio-cultural no contexto social envolvente à sua intervenção, numa perspectiva de valorização e promoção dos aspectos socioculturais locais.

5. O Educador Social deve subordinar a sua actuação profissional a princípios como a igualdade de direitos, o exercício da liberdade, a promoção da paz, a prática da justiça, o exercício da tolerância e o respeito para com a Natureza.

Aprovado a 17 de Novembro de 2001 no II Fórum Nacional de Educação Social, Delegação Regional de Santarém do Instituto Português da Juventude, Santarém.